Monthly Archives: January 2007

MEU PRIMO.

30/01/2007
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MEU PRIMO.

Meu primo era uma pessoa muito legal. Fomos criados praticamente como irmãos e éramos muito ligados. Nossa amizade era invejada por muitos. As primeiras namoradas, as primeiras festas, as primeiras noitadas, enfim, em todos os momentos importantes da minha adolescência ele estava lá. A sintonia e a ligação eram tão fortes que, às vezes,...

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DÉJÀ VU.

28/01/2007
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DÉJÀ VU.

Peguei o trem naquela manhã de segunda-feira, ainda cansado. Na noite anterior saí com uns amigos e bebemos até tarde. A cabeça ainda latejava. Mas, como já havia faltado tanto ao trabalho, meu chefe não iria cair novamente naquele papo de “doença”. Aquele balanço… aquele barulhinho… “tutuc…tutuc…tutuc…tutuc”. Pouco a pouco, fui mergulhando num sono...

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ENTERRADO VIVO.

25/01/2007
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ENTERRADO VIVO.

Tinha passado mal o dia todo. A ansiedade e o mal estar que tomaram conta daquele homem durante toda manhã; prolongaram-se pela tarde e vararam a noite. .Foi deitar-se e bem de madrugada ouviu um ruído abafado e um peso enorme saltou sobre seu peito. Uma dor profunda o assaltou e sentiu-se carregado. Imediatamente,...

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O CINEMA.

19/01/2007
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O CINEMA.

A demolição já havia estourado os prazos. Aqueles fanáticos por velharias tentaram de tudo. Sabotaram tratores, misturaram laxantes nas refeições dos operários, Roubaram as baterias dos veículos e até os cordões detonadores de nosso paiol. .Será que essa gente não entende que para que o novo possa nascer; o velho tem que morrer? Afinal,...

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O MATADOR.

17/01/2007
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O MATADOR.

“O problema é simples. Eu a quero morta e te pago o necessário para ter um serviço limpo e sem surpresas”. Olhei atentamente aquele homem de meia idade, com aparência de um senhor distinto e de posses. Seus cabelos brancos e olhos azuis profundos escondiam uma mente atormentada e maquiavélica. Em todos os meus...

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JANELAS DA ALMA.

16/01/2007
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JANELAS DA ALMA.

Aquele caso me intrigava. Pessoas comuns, sem envolvimento criminal, sem contato umas com as outras, negros, brancos, asiáticos; enfim, nenhum tipo físico ou raça em especial. O único ponto em comum, era a forma como foram encontrados os corpos. Dispostos em uma posição leste-oeste; pés e mãos amarrados; pernas quebradas e olhos arrancados. E...

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PESADELO.

14/01/2007
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PESADELO.

Acordei suando frio, um nó na garganta impedia minha respiração como se eu estivesse numa forca. Uma dor enorme e profunda cortava meu peito e meu estômago. A boca seca e a garganta arranhada completavam o quadro de angústia e desespero que assolavam a minha noite. Novamente, aquele mesmo pesadelo insistente: Um homem aproximava-se...

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NO HOSPITAL.

12/01/2007
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NO HOSPITAL.

A coisa mais chata de estar internado num hospital há muito tempo é o tédio. Não há nada para fazer e, quando você fica muitos dias por lá, isso acaba se tornando insuportável. Por essas e outras, acabei acostumado a passear pelos corredores quando me sentia um pouco melhor. O tratamento do câncer estava...

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